Nascimento do Miguel – Bruna Parto Domiciliar em Santos

Conheço a Bruna desde a época que a Luiza Nasceu.
Quando soube que ela estava grávida do Miguel e buscava um Parto Domiciliar, fiquei muito feliz por ela!!
Sabia que a Bruna se tornou uma ativista do parto e estava ajudando outras mães aqui da Baixada Santista a conseguirem o mesmo.. Era a vez dela!

Não vou prolongar muito no texto aqui, afinal, tem um baita relato que ela fez. Sério, está emocionante! Também tem um vídeo que gravei com ela, contando um pouco sobre os outros partos que ela teve, o que buscava para o momento do nascimento do Miguel. Tem vídeo do momento que ele nasceu!! Agora quero fazer uma pausa no post e agradecer imensamente pela ajuda da Bianca, pedi pra ela segurar a câmera e filmar o momento que ele iria nascer, enquanto eu fotografava de outro ângulo. Muito, muito obrigada!!

Bruna planejou o parto domiciliar, fui até a casa dela, conheci o ambiente, conversamos sobre as fotos e o vídeo. Tudo certo, o que nos restava era esperar. Sempre em contato para saber de qualquer novidade.
O Miguel deu sinal no dia anterior da sua DPP (data prevista do parto) e o trabalho de parto começou a engrenar no final da noite. Recebi a mensagem dela e fui corrrendo pra São Vicente, acho que nunca cheguei tão rápido lá. Como eu estava em alerta, “dormi” já com a roupa que iria pra casa dela e não perder tempo.

Foi tudo tão lindo, intenso e acolhedor… Miguel nasceu às 2:56 da manhã, do dia 15/07/2015. A casa ficou inundada de ocitocina, emoção e amor. Foi difícil conseguir dormir depois de uma cena linda como aquela.

Parabéns, Bruna e Reginaldo, pela linda família que vocês tem! Gratidão por abrirem as portas de sua casa e me receber com tanto carinho.
Aliás, carinho é o que não faltou.. Da família que estava presentes dando apoio, da família que estava de longe, das amigas da Bru que sabiam do que estavam acontecendo, da equipe maravilhosa (Rose e Driele, vocês são incríveis!).

Sou grata pela minha profissão e poder presenciar um nascimento.

Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos  Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos  Parto Humanizado Domiciliar em Santos  Parto Humanizado Domiciliar em Santos  Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos  Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos Parto Humanizado Domiciliar em Santos   parto-humanizado-domiciliar-bruna-rubio-164Parto Humanizado Domiciliar em SantosRose Pereira (enfermeira e doula), Driele Alia (obstetrícia), Bianca (tia), Bruna, Miguel e Reginaldo, Laís (tia), Talitha Cicon (fotógrafa), Rafaela (tia)

História do Nascimento do Miguel from Talitha Cicon on Vimeo.

Relato do nascimento do Miguel – Por Bruna Rubio
Precisei de 2 meses para reorganizar as idéias e começar escrever o relato da chegada do Miguel para dividir com vocês, espero inspirar a busca de alguém como tantas me inspiraram.
Igor, meu mais velho, nasceu 9 anos antes, através de uma cesárea intraparto desnecessária, naquela época eu achava que pra parir era so chegar no hospital em trabalho de parto. Quando Luiza, a do meio nasceu, há 3 anos, eu já conhecia um pouco mais sobre parto e já desejava um parto normal digno e humanizado. Ela nasceu de parto normal, porém hospitalar e cheio de intervenções desnecessárias. Após toda a minha vivência com as duas gestações e partos anteriores, eu decidi que queria ser doula. Muitas mulheres contribuíram nessa minha trajetória e eu queria permanecer nesse mundo, a realidade obstétrica aqui no Brasil não é das melhores e queria ajudar outras mulheres a buscar aquilo que procuravam assim como fui ajudada. Então resolvi fazer um curso, em São Paulo, que duraria uma semana. Na semana anterior ao curso, eu já estava sentindo certa irritação em amamentar Luiza e, então, o desmame acabou acontecendo na semana do curso. Aproveitamos que haveria esse distanciamento maior entre eu e ela e meu marido segurou a bronca nesse período. Mal sabia eu que o motivo da irritação com a amamentação era uma nova gestação (Obs: Gestação não é contra-indicação para a amamentação, que pode seguir normalmente. Muitas gestantes, porém, costumam apresentar sintomas de irritação enquanto amamentam). Eu estava começando a doular, super animada e não tinha intenção de ter mais filhos. Meu marido estava de férias e fomos viajar, na pousada ao passar um hidratante, senti um forte enjôo. Dividi com algumas amigas, que logo me “pilharam” a fazer um teste de farmácia. Notei mais alguns sintomas e fui ver a data da minha ultima menstruação, 3 dias atrasada. Comprei o teste. Positivo. Foi totalmente inesperado, depois de alguns minutos de choque agradeci por ele ter me escolhido. Dei muita risada quando percebi a data provável de parto: 15/07, sendo que a DPP, tanto de Igor, quanto de Luiza, foi 12/7. Criatividade zero. rs! Antes mesmo de a ficha cair, de eu pensar em como seria dar conta de três filhos, eu pensei no parto. Eu pensei que esse novo bebê viria ao mundo de forma natural, de forma respeitosa. Eu pensei na possibilidade que eu tinha de, então, viver essa tão sonhada experiência. Pelos meus filhos e por mim. Como eu já tinha passado por um aborto, preferi esperar passar as 12 semanas para começar planejar a chegada dele. Eu já sabia, porém, que ele nasceria em casa e quem assistiria o parto. Corri pra mandar mensagem pra Driele, obstetriz e amiga. Contei a novidade e ela vibrou comigo, me respondendo, super carinhosa, que sempre quis participar das minhas fases “gravídicias”. Eu já sabia como queria receber ele mas eu precisava do apoio da minha família. Meu marido sabia um pouco sobre parto domiciliar, pois eu contava dos partos que doulava mas preferi esperar a consulta com as parteiras pra entrar em detalhes sobre o assunto. Ele entrou na consulta super resistente, falando que não teríamos dinheiro pra isso e, portanto, era melhor eu ir pra um hospital ser assistida por um plantonista como quando Luiza nasceu. Pensar na possibilidade de um novo parto, com violência obstétrica, me deu um nó na garganta. Na consulta ele conheceu Driele e Rose (enfermeira obstetra) e saiu de la seguro e encantado com a idéia, planejando formas para que conseguíssemos levantar o dinheiro necessário. Contei os planos para minhas irmãs. Rafa, que já sabia que era minha opção e me apoiou desde o principio; Pâmela, Bianca e minha cunhada Laís T., que arregalaram um olho enorme mas embarcaram nessa comigo. Minha mãe foi se familiarizando quando eu contava dos partos que tinha acompanhado, então quando soube da minha opção já era algo natural pra ela. Meu coração se acalmou em saber que eu não estava sozinha nessa. Com 16 semanas descobrimos que eu esperava outro menino, vibrei em saber que era Miguel que estava chegando. A gravidez seguiu super tranqüila, com acompanhamento de um obstetra, que apoiava minha escolha por um parto domiciliar, e das parteiras. Minha única preocupação era não saber lidar com a dor, não tinha conseguido isso nos outros dois partos e não sabia como faria isso em casa. Eu não queria ir pro hospital, teria que encontrar uma forma de lidar com ela e temia que isso pudesse não acontecer. Planejando com amigas um encontros do Partejar Santista que o tema seria preparação psicológica para o parto eu falei desse medo, a Luciana daria o depoimento dela, comentei sobre os meus medos e a Luciana me falou que era um novo parto e eu não era mesma mulher dos partos anteriores. Bingo! Era isso, ela nem deve lembrar que me disse isso mas essa frase me fez cair na real. Eu não era a mesma, já não subestimava a dor do parto, sabia o que me esperava e precisava me preparar para encará-la. Duas amigas muito queridas viriam de São Paulo para participar do parto. A Helô, excelente fotógrafa e a Laís F., uma grande amiga que viria para me apoiar durante o parto. Eu já contava, porém, com a possibilidade de um parto rápido e, somado ao fato delas serem mães e trabalharem, receava pela possibilidade de elas não chegarem a tempo de não acompanhar. Então entrei em contato com a Talitha, estaria disponível na data prevista do meu parto e topou embarcar nessa conosco, ela veio aqui em casa gravar um vídeo sobre a minha historia e conversamos bastante, fiquei surpresa com todo o cuidado dela em não me atrapalhar durante o trabalho de parto, em como seria a iluminação e se eu não ficaria constrangida com a presença dela. Minhas irmãs, Rafa e Bianca e minha cunhada, Laís T. estavam cada vez mais interessadas no parto, cada vez mais presentes no processo e saber que elas estariam presentes também me deixou confiante, para o caso de a Laís F. não conseguir chegar. Com 35 semanas comecei a ter umas contrações doloridas. Para Miguel nascer em casa ele não poderia ser prematuro então, por indicação do obstetra, diminuí o ritmo pra ele esperar, pelo menos, até as 37 semanas, começou aí a cair a ficha que estava perto, que eu poderia conhecê-lo a qualquer momento e foi um misto de felicidade e medo, estava muito feliz com um novo bebê mas com medo de não dar conta de 3 crianças. Como mãe de terceira viagem, sem tanto tempo disponível, estava tudo atrasado. Corri pra lavar roupas e comprar o que precisaria para o parto. A equipe veio em casa dar uma aulinha sobre o parto para quem fosse acompanhar, Reginaldo, Rafa, Bianca e Laís T. participaram e tive a certeza que eu estaria bem amparada quando chegasse a hora. Chegamos as 37 semanas, ufa!! O fantasma do parto prematuro foi embora e eu pude relaxar, ele poderia vir assim que estivesse pronto. Fiquei até as 39 com as mesmas contrações. A noite elas ficavam mais freqüentes e de manhã, desapareciam. Eu não estava ansiosa mas ficava todos os dias esperando pra ver se algo acontecia e nada. Com 39s5d, tive consulta com obstetra, que pediu uma ultrassom pra ver como estava e agendei para o dia seguinte, a noite as contrações vieram em um ritmo menor, estavam de 6 em 6 minutos mas pouco doloridas, ainda não tinha cara de trabalho de parto mas deixei a equipe avisada, contei pra umas amigas que acompanhavam tudo de longe. Com medo de engrenar de madrugada, Laís F. resolveu descer a serra. Eu estava insegura em mandar ela vir mas que fiquei muito mais em pedir pra ela não vir. Ela veio, chegou aqui e, claro, parou tudo. rs. Ficamos conversando e resolvi dormir pra estar descansada caso as contrações voltassem. Dormi como um anjo e nada aconteceu, no dia seguinte eu e Laís fomos fazer ultrassom: líquido baixo e bebê grande. Nada disso era indicação de cesárea mas se o liquido caísse mais seria indicada a indução do parto. Avisei a Driele que pensou em acupuntura pra dar um empurrão e engrenar as contrações e, dessa forma, eu não precisaria ir pro hospital. Topei e fui falar com a Ellen (doula e acupunturista) que ficou de vir aqui no final da tarde. Laís F. subiu a serra e ficou de voltar assim que engrenasse. Aproveitei pra organizar os últimos detalhes em casa e fazer as unhas. Umas 18 hrs, começaram umas contrações bem mais doloridas, senti que estavam diferentes. Ellen chegou umas 19 hrs e começou a monitorar as contrações comigo, estavam de 6 em 6, a presença dela me fez muito bem, conversamos um pouco e ela sugeriu um banho, fiquei uns 40 minutos e as contrações mantiveram o ritmo. Como ela já estava aqui, resolvemos fazer acupuntura, para evitar que as contrações parassem novamente. Ela colocou as agulhas pra estimular e outras na lombar pra aliviar a dor quando elas começassem pra valer. Ela foi embora umas 21 hrs e resolvi descansar, não consegui ficar deitada muito tempo porque as contrações estavam mais fortes. Eu deitava mas quando elas vinham eu precisava sentar. Às 22 hrs saiu bastante tampão e, aí sim, acreditei que as coisas estavam acontecendo, era trabalho de parto! Igor, Luiza e Reginaldo dormiam, eles sempre estão acordados nesse horário mas inconscientemente estavam guardando energia e eu achei ótimo porque queria ficar sozinha. Contei a Driele que me falou que já estavam com tudo pronto e pediu pra que eu avisasse assim que precisasse delas. As contrações foram aumentando. Quando elas vinham, eu andava, agachava, rebolava ou sentava na bola e agradecia por finalmente ter chego o momento que eu esperava a 40 semanas. Conversei com Miguel e falei que aqueles medos não existiam mais, que eu estava pronta e muito feliz com a chegada dele. Meia noite senti que precisava ir para o chuveiro. Estava doendo bastante e eu precisava de alívio. A lombar quase não doía mas o baixo ventre doía bastante, imagino que pela cesárea anterior. A água quente não batia ali e o chuveiro ajudou menos do que eu imaginei. A dor estava cada vez mais forte, eu respirava e soltava o ar bem devagar e isso me ajudava muito, acreditem. No intervalo das contrações eu dormia encostada na parede e mentalizava: entrego, confio, aceito e agradeço. Foi meu mantra para que eu conseguisse aceitar as contrações, deixando de lutar contra elas. Peguei o celular, 1h30 da manha e enviei mensagem para minhas irmãs: “não quero mais ficar sozinha”; para a equipe: “preciso de vocês”. A Laís F. já estava sabendo, porém estava em casa com a filha e o marido, que trabalha de noite/madrugada, ainda não tinha retornado, então ela estava aguardando esse retorno dele para vir pra cá, caso ainda desse tempo. A Helô, infelizmente, estava viajando. Naquele momento, eu ainda achava que poderia demorar horas e mandei mensagem pra Talitha: “Ta tenso aqui, fica em contato com a Driele pra ver a hora de você vir”. Por sorte, ela ignorou e respondeu: “to indo praí”. Reginaldo ainda estava dormindo com a Luiza, mas viu que eu já estava pra lá e pra cá e levantou pra ficar comigo. Saí do chuveiro e deitei no sofá e tentava dormir entre as contrações. Lá pelas 2 hrs chegaram a Rafa, a Bianca, a Laís T. e a Talitha. Elas me abraçaram e foram se ajeitando. Logo em seguida chegaram a Rose e a Driele. Eu já não estava conseguindo pensar direito e fiquei mais tranqüila sabendo que elas estavam aqui. Deitei no sofá e quando as contrações vinham eu levantava, agachava ou me pendurava em uma faixa que a Rose pendurou na porta. A Rafa massageava ou só segurava minha mão. Nessa hora percebi que quando eu vocalizava, as contrações ficavam mais eficientes, menos doloridas e eu sentia ele descer. Eu estava bem focada, só via de relance o que acontecia a minha volta e não lembro exatamente a ordem das coisas. Luiza tinha acordado e estava assustada e Igor não queria assistir o parto, então Reginaldo levou eles para a casa da minha tia enquanto enchiam a piscina e logo voltou. Eu sentei na bola e vi que ali ficava mais confortável. As contrações logo ficaram diferentes. As dores no baixo ventre estavam bem fortes e uma bolsa quente de sementes me aliviava, as contrações vinham e eu apertava ali. Sentia muita vontade de empurrar e sentia que empurrar me aliviava. Nessa hora a Rose sentou atrás de mim e me abraçou . Pronto!! Ali era a partolândia que todas falavam e eu não sabia se realmente existia. Eu estava em um mundo paralelo, éramos só eu e Miguel. A Rose conversava comigo e eu não tinha noção do que ela falava, a contração vinha, eu empurrava e apertava as mãos dela e não sei por quanto tempo eu fiquei assim, ela foi incrível, conseguiu me manter na partolândia, Dri vinha monitorar de tempos e tempos quase que invisível e em nenhum momento eu perdi o foco. Chegou uma hora que ela pediu pra eu mudar de posição pois os batimentos dele tinham reduzido um pouco. Quando vejo, já tinham arrumado um ninho pra gente no meio da sala: deitei ali e ela pediu pra eu fazer um toque pra ver se já estava perto. No toque, confirmou o que eu já sabia:dilatação total e ele estava bem perto. Fiquei de quatro apoios e a força vinha junto com a contração. Reginaldo ficou na minha frente, na primeira contração a bolsa estourou. Rose deitada ao meu lado fazendo contorcionismo pra conseguir auscultar e Dri só observava. Logo veio outra e senti ele coroar, Dri perguntou se eu queria sentir, eu coloquei a mão e senti os cabelos. Na contração seguinte senti ele escorregando: uma sensação incrível. Não tinha dor, não tinha circulo de fogo, foi inexplicável e delicioso. Driele aparou Miguel e me entregou. Ele estava em meus braços e eu mal podia acreditar. Eu tinha conseguido! Confesso que não lembro o que falei (ainda não assisti o vídeo), só sabia sentir: olhava para ele, sentia o cheiro de vernix que falavam mas eu não lembrava do cheiro de Igor e Luiza. Eu olhava pra ele e tentava entender se era de verdade, se tudo tinha terminado e se realmente ele estava ali. Ouço alguém falando a hora: 3:56 do dia 15/07. Olhei em volta e estava cercada de pessoas que eu amava, todos na mesma sintonia e vibrando amor. Era isso! Eu não romantizava o parto domiciliar mas foi tudo tão lindo e intenso que nem nos meus mais otimistas planos poderia prever. Ele foi examinado no meu colo. Me ajeitei, Rose pediu pra aplicar ocitocina (acho que ela aplicou mas eu não senti), logo a placenta veio. Ofereci o peito e ele não sabia se pegava ou me olhava, ficamos nos conhecendo e aproveitando o momento. Me dei conta que a piscina estava quase cheia e não deu tempo de eu usar como gostaria, mas não me importei com isso. Reginaldo cortou o cordão e pegou Miguel enquanto Dri e Rose me ajudaram a entrar na piscina pra jogar uma água e fui deitar na minha cama. Elas deram uma olhada no períneo: uma laceração de segundo grau que não precisava de sutura. Pesaram Miguel: 3905 kg. um bebezão! A vitamina K foi aplicada enquanto ele estava no colo do pai, não lembro dele ter reclamado. A equipe foi embora e ali ficamos, lambendo um bebê com cheiro de vernix, sem banho, sem berço aquecido, no colo do pai e das tias. Logo os irmãos chegaram: Luiza olhou desconfiada, Igor estava na maior alegria e eu, agora sim, completa! Gostaria de agradecer ao Reginaldo, um super pai e companheiro que esteve aberto pra compreender o que eu buscava. A Fernanda, Carolina e Laís que sabiam que Miguel estava a caminho antes mesmo de eu me dar conta disso, que viveram cada insegurança, cada lamento meu e dias de prodromos. A Rafaela que com sua calma, paciência e carinho acreditava tanto quanto eu que tudo isso seria possível. A Bianca e Laís que me olharam com cara de espanto quanto souberam da minha escolha e planejavam só chegar aqui quando Miguel estivesse limpo e vestido mas durante o processo caíram de cabeça na humanização e se não tivessem aqui não seria completo. A minha mãe que apesar de ser um mundo desconhecido pra ela se encantou e me apoiou em todas as decisões. A todas do partejar que me trouxeram todo apoio e conhecimento que eu ainda precisava em especial a Thais que só esperava um sim meu pra estar aqui também e me arrependi de não ter dado. A Ellen que com suas agulhas e mãos fantásticas me aliviou as dores da gravidez e deu uma super ajuda pra engrenar. A Driele Alia que conheci logo apos o nascimento da Luiza , sempre tão doce e disponível, a maior prova que a humanização é baseada em evidencias rs, esteve comigo o tempo todo e me trouxe toda a segurança que eu precisava, a Rose Pereira que é uma das mulheres que mais admiro em todo esse movimento, me proporcionou toda a tranqüilidade que eu precisava, na gravidez e no parto, sem você aqui nada teria sido como foi. A Talitha que foi espetacular durante a gravidez, me ouviu pra saber aquilo que eu buscava pra poder registrar, participou sem ser notada mas quando eu a notava sentia que estava na mesma vibe que a gente. Ao Igor e Luiza que me ensinaram ser mãe e fazem cada dia eu ser uma pessoa melhor.