Fotografia, empoderamento e parto humanizado

Já fiz e apaguei vários textos pra tentar explicar o quanto fiquei feliz com esse relato, mas o texto dela vai falar por si.
Conheci a Yza através da família do meu marido. Ela é uma pessoa muito esforçada, batalhadora e querida.
Ela tem um filho, o Flavinho, que nasceu em um parto nada humanizado. Agora ela está esperando o seu 2º filho/filha e escreveu um relato lindo, contando o que espera sobre esse novo parto.

Tô muito feliz em ver que a fotografia tem um poder enorme de informar, contar e unir história!!
Ela comentou que viu as fotos quer fiz do parto humanizado do Arthur, e sentiu que poderia ter um nascimento com amor e acolhimento para o próximo parto.

Querida, esse parto é seu, conte comigo!

“Quando fiquei grávida do Flávio eu não sabia nada sobre parto, fiz meu pré natal e quando as contrações chegaram corri para a maternidade de Barueri, eu queria um parto normal e Barueri da prioridade ao parto normal, foi ai que começou o pior pesadelo da minha vida, primeiro que fui obrigada a me despedir do meu marido, estava assustada sem saber o que me esperava, e fui privada da companhia dele, do seu apoio e após isso começaram humilhações pelas enfermeiras, constrangimentos, violências obstétricas, sorinho para aumentar as contrações, fizeram a ruptura da minha bolsa, Episiotomia (corte no períneo), a enfermeira subiu em cima da minha barriga e deu dois empurrões que doeu muito mais do que as 6 horas que eu estava em trabalho de parto, fiquei duas semanas com dores sem conseguir acertar minha postura, depois que o Flávio nasceu, não tive nenhum contato com ele, o levaram e me esqueceram na mesa de parto, fiquei lá por um tempo, com medo, frio e sem saber o que tinha acontecido com meu bebê. depois de 3 horas ele chegou no quarto e pude conhece-lo, sentir seu cheiro e nunca mais me desgrudar dele, mas mesmo assim pensei que todo aquele horror era normal, tudo muito frio, violento, mecânico e sofrido.
A alguns anos atrás comecei a acompanhar o trabalho da fotógrafa Talitha ela faz lindas fotos de partos domicialiar humanizados e eu fui me encantando, eu não tinha noção que um parto poderia ser tão lindo e repleto de amor, o contato da mãe e do bebê após seu nascimento, o apoio do esposo e da família. A mulher sabe muito bem o que fazer e o bebê na maioria das vezes sabe como nascer, não precisa de intervenções apenas de uma assistência se algo der errado.
Estou grávida de 11 semanas e meu bebê vai nascer na hora certa, a hora que ele estiver pronto para nascer, eu quero meu parto normal, eu quero ter o direito de parir, não tenho medo das dores, quero que seja tudo o mais natural possível, quero sentir meu bebê nascendo, quero pega-lo no colo e abraça-lo e deixar que ele me sinta, que ele se sinta seguro em meus braços, não vou permitir que me roubem este momento, não vou permitir que me obriguem a tomar medicações e que me cortem sem meu consentimento. Quero muito amor, muito apoio e que este momento seja único e especial.”